INFORME FUNDACINE 03 - DEZ/2000
CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA É A NOVA ENTIDADE

GEDIC TEM SUA PAUTA DE DISCUSSÕES DEFINIDAS 
FUNDACINE ESTÁ APRESENTANDO PROJETO AO MINISTÉRIO DO TRABALHO
2º PRÊMIO RGE – GOVERNO DO RS DE CINEMA AINDA EM ESTUDOS 
PROJETO RODA CINE EM MARCHA

 
CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA É A NOVA ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO DA ATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA NO BRASIL. 

Com a presença de cerca de 25 entidades representativas da atividade cinematográfica brasileira, foi realizada a primeira reunião da " Assembléia Plenária" do CBC, órgão que reúne todas as entidades associadas à nova instituição.O encontro teve lugar em Brasília, no Hotel Nacional, durante a última edição do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília. 

Durante os dois dias de discussão, foi debatido e votado, item por item, o estatuto do CBC. As discussões, às vezes longas e complexas, foram consideradas necessárias por todos os presentes, para evitar que a carta de constituição da entidade viesse a conter defeitos prejudiciais ao seu futuro funcionamento. Todo este zelo se explica por ser um fato inédito a reunião de entidades tão díspares em um mesmo organismo.

Estão representados no CBC, os segmentos da produção, da realização, da atuação, da distribuição, da exibição, dos curtas e documentaristas, do ensino e pesquisa, da preservação e dos fornecedores (laboratórios e locadores de equipamentos).

A única ausência sentida, foi a dos organismos de representação das emissoras de televisão. Se bem que a tendência é que estas entidades não ingressem como associadas ao CBC, mas mantenham uma relação de diálogo e, o que todos esperamos, de parceria com a nova entidade.

Após a aprovação formal do novo estatuto, foi realizada a eleição para a primeira diretoria, que terá um "mandato tampão" até o próximo congresso da entidade, a ser realizado no Rio de Janeiro, por volta de julho do próximo ano.

Os quatro nomes que eram da executiva provisória foram eleitos por aclamação para a Diretoria do CBC: Gustavo Dahl (presidente), Assunção Hernandes/Sicesp (Vice-Presidente), Toni de Souza/Sindicine e Beto Rodrigues/Fundacine. 

Como a composição da nova diretoria foi ampliada para sete membros, foram realizadas eleições específicas para os demais cargos. Por apertada margem de votos ficaram definidos os nomes de Leopoldo Nunes/ABD Nacional, Lucia Murat/Abraci e Aurelino Machado/Sicoa para completarem a nominata.

Foram eleitos, ainda, os nomes de Silvia Rabello, Edna Fuji e Dora Mourão para o Conselho Fiscal da entidade.

A reunião foi encerrada após a discussão do valor da contribuição societária ao CBC. Foi definido que o valor mínimo da anuidade será de R$ 800,00, ficando sugerido que as entidades que tiverem melhores condições materiais e financeiras, contribuam com um plus sobre este valor.

A primeira tarefa da nova diretoria será a de registrar legalmente a entidade. Além disso, deverá ser dado prosseguimento às gestões políticas originárias do documento final do 3º CBC, bem como à organização do 4º Congresso Brasileiro de Cinema.


GEDIC TEM SUA PAUTA DE DISCUSSÕES DEFINIDAS 

O Grupo Executivo para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica, criado pelo Governo Federal para assessorar a elaboração de uma nova política audiovisual para o país, já tem sua pauta de discussões definidas (esta poderá ser obtida na íntegra através da Secretaria Executiva da Fundacine).

O presidente do CBC, cineasta Gustavo Dahl, foi o responsável por sua elaboração. Nesta pauta constam os principais pontos aprovados no 3º CBC, bem como as respectivas soluções apontadas.

Mas o fato mais positivo é a constituição, em si, do GEDIC. Pois é a primeira vez que a discussão sobre a indústria cinematográfica e audiovisual transcende o Ministério da Cultura. Além deste, integram o grupo executivo o Ministério da Fazenda, a Secretaria Geral de Governo, o Ministério do Planejamento,.......

Ademais dos representantes ministeriais, foram convidados alguns expoentes da atividade audiovisual do país: Gustavo Dahl (CBC), Cacá Diegues (Cineastas), Luis Carlos Barreto (produtores), Rodrigo Saturnino Braga (Distribuidores) e Evandro Guimarães (Abert). Ficaram de fora os exibidores que, talvez, também venham a ser convidados através da Feneec.

O GEDIC terá um prazo de seis meses para apresentar um relatório de conclusões ao Presidente da República, com medidas que possam ser aplicadas a curto, médio e longo prazo.

Esperamos todos que estas intenções se traduzam efetivamente em políticas maduras que alavanquem o setor e permitam normatizar melhor o funcionamento do mercado, bem como estabelecer condições mais justas de competição.


FUNDACINE ESTÁ APRESENTANDO PROJETO AO MINISTÉRIO DO TRABALHO

As gerências da Fundacine estão empenhadas, neste momento, em finalizarem o projeto de Formação e Reciclagem Profissional na Indústria Audiovisual do RS. 

A idéia é criar um programa permanente de atualização e aperfeiçoamento da mão de obra no estado, com recursos do FAT.

Com o crescimento da atividade nos últimos anos e a entrada de novos profissionais no mercado, notamos que há cada vez mais uma defasagem entre a formação destes e as novas exigências tecnológicas e artísticas que o setor tem demandado. Quase todos os atuais técnicos e artistas são ou autodidatas ou procedentes de cursos e oficinas de curta duração.

O projeto não tem a intenção de substituir a necessária criação de cursos de graduação ou técnicos de 2º grau na área de cinema, mas pode ser uma solução transitória para esta carência. 

Estão assessorando as gerências da Fundacine o SIAV (Sindicato da Ind. Audiovisual do RS), a APTC e o IECINE, através de um grupo de trabalho criado a partir de Conselho de Curadores da Fundacine (cf. Boletim Expresso nº2).


2º PRÊMIO RGE – GOVERNO DO RS DE CINEMA AINDA EM ESTUDOS 

A Fundacine deverá apresentar na LIC, até o final do mês de dezembro, o projeto do 2º Prêmio de Cinema RGE – Governo do RS.

O projeto já tem elaborada sua formatação inicial e depende agora de uma aprovação prévia pelos promotores do prêmio.

Além do projeto propriamente dito, deverá ser apresentada também a proposta de regimento interno deste concurso de filmes. Já faz mais de três meses que circula uma proposta de regimento que foi, inclusive, discutida no CEPPAV e em pelo menos duas entidades que fazem parte da Fundacine, a APTC e o SIAV.

As sugestões de modificações no projeto original de regimento, já estão anexadas a este e devem ser discutidas e definidas em breve.

A Fundacine deverá convidar todas as entidades e setores interessados para uma reunião neste mês de dezembro, com a finalidade de concluir esta discussão e dar o formato final ao documento regulador do prêmio.

Mas ainda temos muita estrada pela frente, pois o manutenção deste prêmio de cinema, que é o mais significativo do país em nível regional, ainda depende de uma decisão de parte dos promotores: o Governo do Estado e a Rio Grande Energia. A Fundacine, na condição de organizadora do concurso, tem envidado todos os esforços possíveis para que esta definição se dê, ainda, dentro do prazo de dois anos de realização da edição anterior (dezembro de 1998), pois a proposta deste prêmio é de que ele fosse bienal.

Neste sentido, preparamos um extenso material sobre o retorno de imagem trazido aos promotores pela divulgação do primeiro concurso, bem como pela realização dos filmes. Este relatório incluiu um volumoso clipping de imprensa, um dossier fotográfico (fotos de cena, de locações, de cenografia e vestuário), dois videoclips promocionais do cinema gaúcho como um todo e dos filmes do concurso respectivamente e uma apresentação em "power point" com análise global dos efeitos culturais e econômicos do prêmio para o RS. 

A estréia comercial do filme Tolerância de Carlos Gerbase, com produção da Casa de Cinema, inaugura a fase de lançamentos dos filmes do concurso, que deverá ser seguida, no próximo ano, pelas estréias de Netto Perde sua Alma, de Beto Souza e Tabajara Ruas e Concerto Campestre, de Henrique de Freitas Lima.


PROJETO RODA CINE EM MARCHA

Conforme relato contido no Boletim expresso Nº Um, este projeto cuja iniciativa é do IECINE/RS e que será uma co-realizado pela Fundacine, já está em marcha. A CEEE já depositou sua primeira parcela de patrocínio (através do sistema LIC) e as aquisições do veículo e dos equipamentos já estão em andamento. 

O projeto deverá estrear no inicio de 2001. 
 


 
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