| CONGRESSO BRASILEIRO DE CINEMA É A NOVA
ENTIDADE DE REPRESENTAÇÃO DA ATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA
NO BRASIL.
Com a presença de cerca de 25 entidades representativas da atividade
cinematográfica brasileira, foi realizada a primeira reunião
da " Assembléia Plenária" do CBC, órgão que
reúne todas as entidades associadas à nova instituição.O
encontro teve lugar em Brasília, no Hotel Nacional, durante a última
edição do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília.
Durante os dois dias de discussão, foi debatido e votado, item
por item, o estatuto do CBC. As discussões, às vezes longas
e complexas, foram consideradas necessárias por todos os presentes,
para evitar que a carta de constituição da entidade viesse
a conter defeitos prejudiciais ao seu futuro funcionamento. Todo este zelo
se explica por ser um fato inédito a reunião de entidades
tão díspares em um mesmo organismo.
Estão representados no CBC, os segmentos da produção,
da realização, da atuação, da distribuição,
da exibição, dos curtas e documentaristas, do ensino e pesquisa,
da preservação e dos fornecedores (laboratórios e
locadores de equipamentos).
A única ausência sentida, foi a dos organismos de representação
das emissoras de televisão. Se bem que a tendência é
que estas entidades não ingressem como associadas ao CBC, mas mantenham
uma relação de diálogo e, o que todos esperamos, de
parceria com a nova entidade.
Após a aprovação formal do novo estatuto, foi realizada
a eleição para a primeira diretoria, que terá um "mandato
tampão" até o próximo congresso da entidade, a ser
realizado no Rio de Janeiro, por volta de julho do próximo ano.
Os quatro nomes que eram da executiva provisória foram eleitos
por aclamação para a Diretoria do CBC: Gustavo Dahl (presidente),
Assunção Hernandes/Sicesp (Vice-Presidente), Toni de Souza/Sindicine
e Beto Rodrigues/Fundacine.
Como a composição da nova diretoria foi ampliada para
sete membros, foram realizadas eleições específicas
para os demais cargos. Por apertada margem de votos ficaram definidos os
nomes de Leopoldo Nunes/ABD Nacional, Lucia Murat/Abraci e Aurelino Machado/Sicoa
para completarem a nominata.
Foram eleitos, ainda, os nomes de Silvia Rabello, Edna Fuji e Dora Mourão
para o Conselho Fiscal da entidade.
A reunião foi encerrada após a discussão do valor
da contribuição societária ao CBC. Foi definido que
o valor mínimo da anuidade será de R$ 800,00, ficando sugerido
que as entidades que tiverem melhores condições materiais
e financeiras, contribuam com um plus sobre este valor.
A primeira tarefa da nova diretoria será a de registrar legalmente
a entidade. Além disso, deverá ser dado prosseguimento às
gestões políticas originárias do documento final do
3º CBC, bem como à organização do 4º Congresso
Brasileiro de Cinema.
GEDIC TEM SUA PAUTA DE DISCUSSÕES
DEFINIDAS
O Grupo Executivo para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica,
criado pelo Governo Federal para assessorar a elaboração
de uma nova política audiovisual para o país, já tem
sua pauta de discussões definidas (esta poderá ser obtida
na íntegra através da Secretaria Executiva da Fundacine).
O presidente do CBC, cineasta Gustavo Dahl, foi o responsável
por sua elaboração. Nesta pauta constam os principais pontos
aprovados no 3º CBC, bem como as respectivas soluções
apontadas.
Mas o fato mais positivo é a constituição, em si,
do GEDIC. Pois é a primeira vez que a discussão sobre a indústria
cinematográfica e audiovisual transcende o Ministério da
Cultura. Além deste, integram o grupo executivo o Ministério
da Fazenda, a Secretaria Geral de Governo, o Ministério do Planejamento,.......
Ademais dos representantes ministeriais, foram convidados alguns expoentes
da atividade audiovisual do país: Gustavo Dahl (CBC), Cacá
Diegues (Cineastas), Luis Carlos Barreto (produtores), Rodrigo Saturnino
Braga (Distribuidores) e Evandro Guimarães (Abert). Ficaram de fora
os exibidores que, talvez, também venham a ser convidados através
da Feneec.
O GEDIC terá um prazo de seis meses para apresentar um relatório
de conclusões ao Presidente da República, com medidas que
possam ser aplicadas a curto, médio e longo prazo.
Esperamos todos que estas intenções se traduzam efetivamente
em políticas maduras que alavanquem o setor e permitam normatizar
melhor o funcionamento do mercado, bem como estabelecer condições
mais justas de competição.
FUNDACINE ESTÁ APRESENTANDO
PROJETO AO MINISTÉRIO DO TRABALHO
As gerências da Fundacine estão empenhadas, neste momento,
em finalizarem o projeto de Formação e Reciclagem Profissional
na Indústria Audiovisual do RS.
A idéia é criar um programa permanente de atualização
e aperfeiçoamento da mão de obra no estado, com recursos
do FAT.
Com o crescimento da atividade nos últimos anos e a entrada de
novos profissionais no mercado, notamos que há cada vez mais uma
defasagem entre a formação destes e as novas exigências
tecnológicas e artísticas que o setor tem demandado. Quase
todos os atuais técnicos e artistas são ou autodidatas ou
procedentes de cursos e oficinas de curta duração.
O projeto não tem a intenção de substituir a necessária
criação de cursos de graduação ou técnicos
de 2º grau na área de cinema, mas pode ser uma solução
transitória para esta carência.
Estão assessorando as gerências da Fundacine o SIAV (Sindicato
da Ind. Audiovisual do RS), a APTC e o IECINE, através de um grupo
de trabalho criado a partir de Conselho de Curadores da Fundacine (cf.
Boletim Expresso nº2).
2º PRÊMIO
RGE – GOVERNO DO RS DE CINEMA AINDA EM ESTUDOS
A Fundacine deverá apresentar na LIC, até o final do mês
de dezembro, o projeto do 2º Prêmio de Cinema RGE – Governo
do RS.
O projeto já tem elaborada sua formatação inicial
e depende agora de uma aprovação prévia pelos promotores
do prêmio.
Além do projeto propriamente dito, deverá ser apresentada
também a proposta de regimento interno deste concurso de filmes.
Já faz mais de três meses que circula uma proposta de regimento
que foi, inclusive, discutida no CEPPAV e em pelo menos duas entidades
que fazem parte da Fundacine, a APTC e o SIAV.
As sugestões de modificações no projeto original
de regimento, já estão anexadas a este e devem ser discutidas
e definidas em breve.
A Fundacine deverá convidar todas as entidades e setores interessados
para uma reunião neste mês de dezembro, com a finalidade de
concluir esta discussão e dar o formato final ao documento regulador
do prêmio.
Mas ainda temos muita estrada pela frente, pois o manutenção
deste prêmio de cinema, que é o mais significativo do país
em nível regional, ainda depende de uma decisão de parte
dos promotores: o Governo do Estado e a Rio Grande Energia. A Fundacine,
na condição de organizadora do concurso, tem envidado todos
os esforços possíveis para que esta definição
se dê, ainda, dentro do prazo de dois anos de realização
da edição anterior (dezembro de 1998), pois a proposta deste
prêmio é de que ele fosse bienal.
Neste sentido, preparamos um extenso material sobre o retorno de imagem
trazido aos promotores pela divulgação do primeiro concurso,
bem como pela realização dos filmes. Este relatório
incluiu um volumoso clipping de imprensa, um dossier fotográfico
(fotos de cena, de locações, de cenografia e vestuário),
dois videoclips promocionais do cinema gaúcho como um todo e dos
filmes do concurso respectivamente e uma apresentação em
"power point" com análise global dos efeitos culturais e econômicos
do prêmio para o RS.
A estréia comercial do filme Tolerância de Carlos Gerbase,
com produção da Casa de Cinema, inaugura a fase de lançamentos
dos filmes do concurso, que deverá ser seguida, no próximo
ano, pelas estréias de Netto Perde sua Alma, de Beto Souza e Tabajara
Ruas e Concerto Campestre, de Henrique de Freitas Lima.
PROJETO RODA CINE EM
MARCHA
Conforme relato contido no Boletim expresso Nº Um, este projeto
cuja iniciativa é do IECINE/RS e que será uma co-realizado
pela Fundacine, já está em marcha. A CEEE já depositou
sua primeira parcela de patrocínio (através do sistema LIC)
e as aquisições do veículo e dos equipamentos já
estão em andamento.
O projeto deverá estrear no inicio de 2001.
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